Sem lenço, sem documento – O movimento Tropicalista

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Surgido em 1967 pelas mãos de Gilberto Gil e Caetano Veloso, o movimento Tropicalista veio para valorizar a cultura brasileira e se contrapor ao Regime Militar com cores, movimentos e muita desconstrução.  Tom Zé, Rita Lee, Os Mutantes, Torquato Neto, Gal Costa, Jorge Ben, Rogério Duarte, e Gil e Caetano são alguns dos principais nomes deste movimento que se inspirou no Movimento Antropofágico da década de 1920.

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Derrubaram a barreira da guitarra elétrica, baixos e bateria na MPB. O antológico álbum Tropicália ou Panis et circencis é o registro maior dessa ruptura. Tom Zé, Jorge Ben, Gil e Caetano compunham a maioria das músicas. O grupo Mutantes também compunha suas obras, além de gravar músicas dos nomes citados. Eles também eram responsáveis por  backing vocal e instrumental de Gil, principalmente, nos festivais da Record, como vemos em Domingo no Parque, por exemplo.

O legado musical e histórico do movimento contracultura Tropicalista é, indiscutivelmente, um dos mais importantes e sentidos da MPB. Consagrou nomes importantíssimos da nossa música e engrandeceu a beleza do Brasil e do Brasileiro e serviu como válvula de escape para o momento tenebroso pelo qual o País passava com os Militares.

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O movimento propriamente dito teve fim em 1969, após um show na famosa Boate carioca Sucata, no qual se deram alguns fortes desrespeitos à Bandeira e às Forças Armadas, segundo os militares. Entretanto, sua força e características se fazem presentes até o dia de hoje.

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Em 2012 foi lançado um filme que dirigido por Marcelo Machado que conta os bastidores por trás de toda essa folia tropical.

Ouça TROPICÁLIA OU PANIS ET CIRCENCIS!

Veja o Trailer Oficial do Tropicália!


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