Semana passada falamos de Carmen Miranda. Continuando em ritmo de carnaval, mesmo na quarta-feira de cinzas, vamos falar das tradicionais Marchinhas de carnaval.
A primeira marchinha foi composta pela grande musicista Chiquinha Gonzaga (que completou 82 anos de falecimento ontem) intitulada Ó Abre Alas, em 1899, para a Rosas de Ouro.

De origem Portuguesa, as marchinhas importadas fizeram sucesso no Brasil até a década de 1920. Depois, abrasileirou-se este estilo tão popular. As marchinhas vêm, quase sempre, composta por letras com duplos sentidos, alegres, bem ritmadas e muito dançantes.

Grandes nomes do rádio e da música fizeram suas carreiras como cantores e cantoras de marchinhas, como Carmen Miranda, Emilinha Borba, Almirante, Mário Reis, Dalva de Oliveira, Silvio Caldas, Jorge Veiga e Blecaute. Cantavam as composições de Noel Rosa, Ary Barroso, Lamartine Babo, ente outros.
A partir dos anos 60, as marchinhas perderam lugar para o samba-enredo das escolas, após três decas – anteriores – de sucesso total. Nos anos 80 algumas regravações chegaram a fazer sucesso, como Balancê, de João de Barro e Alberto Ribeiro – talvez a maior dupla de compositores de marchinhas – lançada por Gal Costa em 1980 e Sassaricando, de Luís Antônio, Jota Júnior e Oldemar Magalhães, gravada por Rita Lee para a trilha sonora da novela de mesmo nome.

Em 2014 a gravadora Som Livre lançou o CD Pancadão das marchinhas, com grandes nomes do funk carioca, como Anitta, Naldo e Mr Catra.
Muitos blocos de carnaval têm como peça chave as marchinhas, seja para idosos ou jovens, todas as idades apreciam e se divertem muito ao som das Marchinhas de Carnaval.