Nascida no interior de São Paulo, na cidade de São João da Boa Vista, em 9 de Junho de 1910. Patrícia Rehder Galvão foi uma poetisa, escritora, tradutora, diretora de teatro, cartunista e militante política. Teve grande destaque no movimento modernista iniciado em 1922, embora não tivesse participado da Semana de Arte Moderna, tendo na época apenas doze anos de idade. Militante comunista, foi a primeira mulher presa no Brasil por motivações políticas.

Pagu é como desenhista e ilustradora. Participou da Revista de Antropofagia, publicada entre 1928 e 1929, entre outras. Pagu publicou os romances Parque industrial (edição da autora, 1933), sob o pseudônimo Mara Lobo, considerado o primeiro romance proletário brasileiro, e A Famosa Revista (Americ-Edit, 1945), em colaboração com Geraldo Ferraz. Parque industrial foi publicado nos Estados Unidos em tradução de Kenneth David Jackson, em 1994, pela University of Nebraska Press, e em França em tradução e edição crítica de Antoine Chareyre, em 2015.

Escreveu também contos policiais, sob o pseudônimo King Shelter, publicados originalmente na revista Detective, dirigida pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, e depois reunidos em Safra Macabra (Livraria José Olympio Editora, 1998). Em seu trabalho, junto a grupos teatrais, revelou e traduziu grandes autores até então inéditos no Brasil como James Joyce, Eugène Ionesco, Fernando Arrabal e Octavio Paz.

Em 1988, a vida de Pagu foi contada no filme Eternamente Pagu (1987), no primeiro longa metragem dirigido por Norma Benguell, com Carla Camurati no papel-título, Antônio Fagundes como Oswald de Andrade e Esther Góes no papel de Tarsila do Amaral.
Pagu foi tema de dois documentários – o primeiro baseado na obra de Lúcia Maria Teixeira Furlani Patrícia Galvão – livre na imaginação no espaço e no tempo (Unisanta, 1988), com o título homônimo e ganhador do prêmio Exu Jorge Amado, da Jornada Internacional de Cinema da Bahia, sob a direção de seu filho com Oswald de Andrade, Rudá de Andrade e também do cineasta, Marcelo Tassara. O outro documentário, do cineasta Ivo Branco, tem o título Eh, Pagu!, Eh!. Ela também aparece como personagem do filme O Homem do Pau Brasil. Na TV, foi personagem na minissérie Um Só Coração (2004), interpretada por Miriam Freeland.

Pagu foi tema de canção composta por Rita Lee e Zélia Duncan, representada de forma maravilhosa que você pode ouvir aqui.

Voltou ao Brasil e morreu em 12 de dezembro de 1962, em decorrência de um câncer descoberto anteriormente que foi tratado em Paris, porém, sem sucesso.
Com esta mulher maravilhosamente exemplar, “mais macho que muito homem”, o Entre sem bater encerra o mês da mulher, sem deixar de enaltecê-las sempre! Viva Todas as Mulheres do Mundo!!