
Recordes: se a carreira de Rita Lee tivesse um segundo nome, com certeza seria este! É a cantora que mais vendeu discos na história da música brasileira e a quarta artista do ranking, com 55 milhões de discos vendidos. Desde os anos 70 suas músicas não saem das paradas de sucesso. É a cantora com maior número de músicas em trilhas sonoras dos folhetins globais, sendo que uma delas, Erva Venenosa, esteve quatro vezes em tramas diferentes. Há nove meses, no dia 16/11/2016, lançou “Rita Lee – Uma Autobiografia”, que desde então não sai da lista dos mais vendidos na categoria Não-Ficção e vendeu 70 vezes a tiragem média de um livro no Brasil.

Rita Lee tem mãos de fada abençoada por todos os deuses e deusas – embora eu suspeite que ela seja uma Fada-Deusa – e é, sem dúvida, muito querida pela Mamãe Natureza!
Há duas semanas, nove meses após conceber sua Autobio, Rita deu à luz mercadológica a mais um filho, “Dropz”, um livro delicioso recheado com 61 contos escritos por ela e cada um com uma ilustração, também feitas por ela. E adivinhem! Ele já está na lista dos mais vendidos na categoria Ficção! Rita Lee, além de uma baita cantora, compositora e instrumentista, se consagra também como exímia escritora! Será que Rita Lee ainda vai pra ABL?

Vamos falar um pouco sobre Dropz? Vamos!
Lançado pela Globo Livros, Dropz tem 272 páginas repletas de aventuras, que vão de James Dean a uma menina que bota mato pela boca, passando por Elvis, Lady Di, Curupira e tantas outras “escrivinhações reais que aconteceram num mundo paralelo”, segundo Rita. Além de uma capa linda que é um autorretrato, feito por Rita em 1997.

Traz debates sobre o esquecimento do nosso Folclore e a supervalorização dos heróis gringos. Lamenta o descaso humano com um planetinha tão abençoado e a união de seu povo com uma possível explosão. ETs, claro, estão presentes! Bichos, plantas, iPhones ganham vida na imaginação de Rita e na nossa também. Todos os lugares do mundo, de São Paulo a Paris, viram palco das suas histórias. Carmen Miranda dá uma canja de alguns sucessos no conto “Los Fantoms” e algumas personagens de seu outro livro, Storynhas, também se fazem presentes. É um livro leve. Aliás, característica já notada na escrita de Rita desde sua autobiografia. Enquanto lemos, temos a sensação de que ela está sentada ao nosso lado – ou estamos em seu colo – nos contando aqueles deliciosos contos sortidos do delicioso pacote de Dropz (que podem sim ser anis) .
Eu já disse isso aqui uma vez e repito: Rita é singular em sua pluralidade!
Se refaz, renasce, remonta e sempre com uma magia própria, forte. Feliz.

“Eis-me aqui viva, mera mortal, filosofando sobre a vida, sobre Deus, sobre a crise mundial”, diz Rita no conto intitulado “Eis-me”. Essa frase mostra a que veio Dropz. O livro gerado, produzido e editado no tempo de uma gestação humana. E que nascimento!
A Saraiva do Pátio Paulista no último dia 15/08, ficou tomada por uma energia indescritível, que só quem esteve lá sentiu. E é incapaz, eu aposto, de descrever o que foi.

Rita, você continua, sim, fazendo um monte de gente feliz!!!
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